Unir arte, educação e transformação social. Este é o propósito do projeto “Canto Coral na Escola: Inclusão e Transformação” que a Presto Produções oferece para crianças e jovens e educadores da rede pública de Educação do Vale do Sinos. Uma das oficinas aconteceu com a fonoaudióloga Franceli Zimmer – que também é cantora, regente, professora e preparadora vocal para artistas – promoveu no dia 2 de setembro para o grupo de professores das redes públicas de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul, Esteio, Campo Bom e Sapiranga que aderiram ao programa.

Durante o encontro, Franceli destacou a importância da voz para a comunicação e os cuidados para evitar danos e técnicas para aprimoramento das técnicas. “Conhecer as características da voz é uma das prioridades para quem deseja atuar com o canto coral, principalmente junto às crianças, que ainda estão em formação”, ressaltou.
A grade curricular contempla aulas de regência, técnica vocal e teoria musical com o objetivo de incentivar a formação de corais em suas escolas. As aulas ocorrem na sede da Presto, em São Leopoldo, às terças-feiras, das 18h às 21h.
Encerramento coletivo – O projeto será encerrado com uma grande apresentação pública no fim do ano. O evento reunirá todos os grupos participantes — os quatro corais infanto juvenis das quatro escolas municipais de São Leopoldo e os grupos formados pelos professores dos municípios envolvidos. “Vamos celebrar a música como instrumento de transformação social e valorização da educação pública”, ressalta Lucia Passos, diretora da Presto.
Sobre o Canto Coral na Escola – O projeto é uma iniciativa da Presto Produções e Promoções Artísticas e desenvolvido com recursos da Política Nacional Aldir Blanc do Ministério da Cultura (Projeto Canto Coral na Escola – Inclusão e Transformação, financiamento PNAB RS / Edital SEDAC 28/2024 – Cultura e Educação 2. Processo 25/1100-0000558).
As atividades são gratuitas e ocorrem em duas frentes principais. A primeira está focada para os educadores das redes públicas de São Leopoldo, Novo Hamburgo, Portão, Sapucaia do Sul, Esteio, Campo Bom e Sapiranga. “Com estas capacitações, estimamos que podemos atingir em torno de 750 crianças que poderão conhecer a beleza desta forma de arte”, estima Lúcia.
A segunda atividade do projeto são as oficinas de Canto Coral Infantojuvenil que acontecerão no contraturno escolar, em quatro escolas da rede pública de São Leopoldo – sendo algumas impactadas pela enchente de maio de 2024.
Os encontros ocorrem semanalmente nas escolas de ensino fundamental João Goulart (Vila Brás), Tancredo Neves e Mário Fonseca (Arroio da Manteiga) e São João Batista (São João Batista). A organização conta com o apoio da Secretaria Municipal de Educação e do Centro Medianeira. “A música coral tem um poder profundo de integração. Quando crianças e professores se reúnem para cantar, criam laços, compartilham histórias e aprendem a escutar o outro”, aponta Lucia Passos, que nesta ação terá a presença da regente Angela Dillemburg e da pianista Sara Ramos. As atividades iniciaram em julho, impactando em torno de 120 crianças.