Madrigal PRESTO – Minas…e a turnê musical

As vezes não nos damos verdadeiramente conta do que origina os nomes que estamos tão acostumados.

Ao ver as terras de Minas da altura do avião, primeiramente é uma terra árida, diferente do acostumado, onde a vida da vegetação acontece melhor nos sulcos da irregularidade do solo montanhoso, e possui enormes “buracos” que são realmente Minas de extração mineral, que deu nome a este rico estado.

Conhecendo um pouco mais da historia suspeito que algumas delas dever ter inicio a mais de duzentos anos.

Pela estrada também vem a mensagem de renascimento, pois com tanta vegetação seca, aparentemente morrendo, estando ali é porque em outro período do ano ela se renova completamente e volta a crescer, quando aparenta estar quase se apagando.

Às vezes a viagem é assim, ou outros momentos denominados por alguns de “contra ritmo”: Período de sair da rotina e se renovar, como o inverno faz nas plantas, e fazer renascer aquela energia sempre nova, que nos alenta e renova completamente quando as coisas pareciam que estavam morrendo.

 

Me é de praxe também, consagrar uma viagem a algo que quero melhorar em mim ou até mesmo decretar, por exemplo, que a tal viagem será uma das que trará o maior crescimento interior, estranho, mas muitas vezes funciona realmente.

Dizem que muitas coisas partem de uma forte decisão interna e muitas coisas são assim na vida, o entorno até conspira a favor àquela firme decisão em que colocamos o coração.

Às vezes é uma mistura de intuição com decisão, também devemos sentir e escutar o que o momento pede e olhando aquela paisagem, como quando uma clareza vem de repente, vi que estava decidido a melhorar minha capacidade de realização baseada na disciplina e força de vontade, não de uma disciplina esquematizada e aborrecedora, mas advinda da força de vontade, jorrando como água em uma fonte.

Em uma das músicas de Chico Buarque ele até confabula, de que se ele fosse um rei, pela sua lei, todos eram obrigados a ser felizes.

Me é de praxe também, consagrar uma viagem a algo que quero melhorar em mim ou até mesmo decretar, por exemplo, que a tal viagem será uma das que trará o maior crescimento interior, estranho mas muitas vezes funciona realmente.

Dizem que muitas coisas partem de uma forte decisão interna e muitas coisas são assim na vida, o entorno até conspira a favor àquela firme decisão em que colocamos o coração.

Às vezes é uma mistura de intuição com decisão, também devemos sentir e escutar o que o momento pede, e olhando aquela paisagem, como quando uma clareza vem de repente, vi que estava decidido a melhorar minha capacidade de realização baseada na disciplina e força de vontade, não de uma disciplina esquematizada e aborrecedora, mas advinda da força de vontade, jorrando como água em uma fonte.

Em uma das músicas de Chico Buarque ele até confabula, de que se ele fosse um rei, pela sua lei, todos eram obrigados a ser felizes. Nos falta este Rei… A riqueza histórica e dos inícios de Minas também surpreendem.

As igrejas e catedrais nos faz suspeitar do espirito que se embuíam aquelas pessoas que as movia a construir tais magnificas obras.

Vi com menos preconceito o rococó, daqueles excessos de ornamentos, que sempre são adorados e rejeitados na historia da arte em ciclos, pois aquelas folhas de acantos, curvas, ornamentos e brilhos parecem que convidam a alma a ficar daquela dimensão, nos fazendo nos sentir pequenos materialmente e grandes simbolicamente.

Também me questionei do porque novamente a arte estar tão fortemente ligada à religião e ao poder político.

Talvez ela expresse e nos faça ver algumas coisas, quem sabe essenciais e ao mesmo tempo invisíveis aos olhos, como diria o pequeno príncipe de Saint Exupéry. Nas apresentações artísticas musicais, nota-se claramente a diferença de cada público, mais emocional ou racional, mas sempre chegando em sua medida a magia da arte.

Algumas músicas vão construindo algo, se preparando para uma mensagem e ajustando as pessoas para que a perceba, e em alguns momentos elas estão tão dentro da música que é curioso notar, a atenção é gritante, e seus olhos parecem estar vendo algo de outro mundo, e, às vezes, pode ser até que estão.

Em uma execução de uma ave maria, parece que desceu uma força, que cantando, ficava difícil conter as lágrimas e suas reações, como o aperto na garganta, para continuar produzindo a música.

Simplesmente inexplicável: “Santa Maria, mãe do todo, orai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte”.

Outra música que me ficou como mensagem, até fechando com minha decisão inicial, de autoria de Milton Nascimento, dizia a certa altura, próxima ao fim: “Há que se cuidar da vida, Há que se cuidar do mundo, Tomar conta da amizade”, e termina com um forte acorde a as palavras “Juventude e fé”, o necessário para ampliar a capacidade de realização.

Parece que naquele momento vieram as palavras que eu precisava para consolidar o que decidi. Me veio a resposta, manter a alma jovem e acreditar.

E também era um pouco do que estava acontecendo, com aquele belo cultivo da convivência, de onde vêm todos os valores, e de estar estregando algo bom, marcante, duradouro e até transformador, por terras longínquas.

E fazendo trabalhos profissionais, algumas coisas mais urgentes, das 6h às 8h da manhã, horários mais quietos e com energia, como uma atitude de cuidar da vida… A receptividade das pessoas as fazia até virem nos abraçar, sem nos conhecer, mas sabendo que compartilhamos algo em comum, que é como se já nos conhecêssemos desde sempre. E isso estava expresso em seus olhos, em suas expressões corporais. Sentimento de fraternidade.

Como lembrança material trouxe um obelisco de pedra olho de tigre, consultando depois vi que traz proteção, clareza mental e prosperidade.

E o formato de obelisco representa o poder criador, a geração, e que é colocada como marco de fundação de muitas cidades ao serem inauguradas, inclusive vimos um.

E numa das conversas em grupo, foi falado e relembramos que entre nós tinha uma pessoa um tanto quanto especial que idealizou para que tudo aquilo se tornasse realidade, e nos foi questionado do porque pessoas atravessarem estados para fazer aula com ela.

Seria por uma questão de técnica muito boa? nos foi questionado.

E, em seguida, respondido: “Não, mas é porque ela transforma as pessoas”.

O retorno foi cheio de riquezas.

 

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